Eu me sinto fora do lugar
Sabe como?
Caminhando na direção errada
De mãos dadas com desconhecidos
Sem reconhecer mais minhas pegadas
Sabe como?
Caminhando na direção errada
De mãos dadas com desconhecidos
Sem reconhecer mais minhas pegadas
nada falou da enxurrada
que quase me carrega
Me intrigou a previsão do tempo
Que não previu sua frente fria
Cheia de distância e névoa
E na ausência da palavra
Quase me congela
Me intrigou eu não prever seu tempo
Reconhecer sua inconstância
Tal como nuvem passageira
Que molha e vai embora
Se refaz e me renega
Norhan Sumar
conhecendo o meu mergulho raso
e por orgulho ou medo dizer não
quando meu desejo foi conveniência
Eu agradeço à sua resistência
Por ter lutado para ficar
ignorando tanto descaso
te dar pranto e alimento pra ilusão
quando você ainda era paciência
Eu agradeço à sua resistência
Por me esquecer e se virar
no amor de outro, por acaso
na dor de andar na contramão
e se refazer em resiliência
Por te amar sem exigência
eu reinvento a minha paixão
e de longe eu lamento, nesse caso
enquanto espero para falar
que eu agradeço à sua resistência
Norhan Sumar
no dia em que você se viu linda
se viu sorrir e quis desviar
se olhou despir e precisou despistar
o frio da sala e do chão
mas não do olhar
O espelho não te mentiu
no dia que formamos um belo casal
e viu seu toque me arrepiar
sentindo que achara meu lugar de morar
nos seus olhos, clarão
e o convite a desaguar
Norhan Sumar
Norhan Sumar
entre tanta juventude
talhada e esculpida
Entre essa rotina insana
que não se encaixa com a minha
Eu não quero abafar o riso
de alguém que vem contente
entre tanta atitude
de vigor e vida
Entre a minha insegurança
que até então não existia
Eu não quero regravar o disco
Rígido como quem mente
entre tanta plenitude
disfarçando uma saída
Entre dores e arrogância
forjo uma postura fria
Eu só quero o seu sorriso
entre defeitos e virtudes
ser seu mel, sua comida
Do seu corpo a abundância
mil vezes sucessivas
Nuances de vida a dois
sem ter de dividir o copo
e a conta de luz
sem almoço de domingo
os silêncios indecifráveis
brigar e reatar depois
fingindo que eu importo
Tenho vivido de relances
de passos instáveis
derrubando quem se dispôs
a dividir comigo meu corpo
e quem seduz
sem emoção ou perigo
procurando miragens
onde o sentimento se foi
e o prazer são os caminhos tortos
Norhan Sumar
...
"Amar é querer que tudo seja primavera
É sonhar mesmo estando acordado
Amar é estar só e não sentir-se sozinho
Também pudera. Também pudera"
...
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Pela saudade que tortura o coração
Pela verdade que eu vejo em teu olhar
Pela dúvida que alimenta a paixão
Pela vontade que existe no amar
Nos seus carinhos, de prazeres aflorados
Na minha cama, tão vazia sem você
Sem seus sorrisos e olhares marejados
Sem nossas roupas, a vestir o chão gelado
Sem meu colo, pro teu corpo aquecer
...