Certa vez eu conheci a menina mais bela
bela nao por ser menina
mas era tanta energia aquela
que fazia da beleza dela minha sina
Certa vez também foi minha a mulher mais forte
forte nao por ser mulher
mas pela coragem de afrontar a sorte
ignorando os nortes, pra levar a vida no caminho que ela quer
e acredite, ja senti de perto o mehor perfume
que nem só por ser perfume é o melhor
mas quando imerso nos cachos de tal morena assume
todos os sentidos rumo ao cume do prazer maior
meu também já foi o melhor beijo
que mergulhado no ensejo dos meus lábios
me arrepia o corpo inteiro de desejo
inundado vejo que me entregar é o que me torna sabio
me despeço sem deixar o meu encanto
que por ser encanto nao permite prepotencia alguma
mas um querer por ela e por seus prazeres tantos
todas elas e apenas uma
Norhan Sumar
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Foto: Juliana Sumar... Eis aqui a magia e a beleza do Brasil!
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Pagando com insanidade
E se hoje eu ficar maluco beleza?
Ignorar seu olhar de aspereza
subir na mesa e dançar sobre a tua
sopa
tirar o doce da tua boca
dar pra quem tem fome e acabar com a
bagunça
com o sofrimento, as lamúrias e com
a própria loucura
impregnada no âmago do sistema que
você mantém
entre luxúrias, trabalhos, rivotris
e améns
te prender num hospício que você construiu
afrontar a tua insanidade crônica e
vil
Mas pensando bem, como louco, o que
faço a teus filhos?
aqueles que reproduzem teus
preceitos sem pensar nos alijados
os trato como loucos e esterilizo um
a um
camisas de força, choque, nudez
obrigatória de valores forjados
talvez algo de tortura pra confessar
o crime da miséria que eles têm
ignorado
Ou quiçá eu não seja tão radical
e apenas imponha algumas regras de rotina
laboral
Quem sabe não lhes enobreça as 44
horas de trabalho semanal
o patrão, salário mínimo, barreiras
de acesso e opressão
trabalho com a mão na massa e os pés no chão
o que será que diriam de mim?
e se me disseres que sou louco por
pensar assim
respondo que o louco é quem me diz
que sem pensar está feliz
Inocência
Trabalho na origem do nome é tortura
e a essa altura me pergunto se mudou
entre a essência e a aparência, o oprimido
é opressor
os sujeitos e os corpos permanecem a
viver a dor
Perdoa-me se teu trabalho é emprego
e o patrão empregador
E de outras formas e se expressam as
marcas e cicatrizes do labor
Ainda assim a tortura é inerente e
você não se isenta
Se enxerga o mundo sabe
mesmo que não te assole perceber um
sofredor
Induzido a acreditar que o mundo é
isso que a vida lhe aparenta
Que alimenta o fetichismo do consumo
alienado
inundado de uma lógica que formata a
consciência
perdoa-me denunciar a tua inocência
ou na inocência acreditar que pra
você faz diferença
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Entre a criação e o produtivo
Entre
o criativo e o produtivo há um hiato
Os dois, processos e atos
Um deles de entrega onde se nega o tempo
O outro há tempo estabelecido de entrega
Um é quantidade, volume, mão de obra e mais-valia
O outro é qualidade e obra, de mãos e mentes sem pressa
Os dois, processos entre fatos
Um deles exercício, pensamento e construção
O outro é ofício, vicioso, artifício de opressão
Os dois processos e nem sempre acesso
Um é consumo, descarte e obsolescência programada
O outro uso, inspirado, inesperado e criação
Um determina classe, salário e vida
O outro não há se há determinação social de um projeto burguês de educação
Entre o produto e a criação não há fronteiras
Um é o outro a depender de quem compre
O outro é o um a depender que de quem cria
Um é produzido pelo proletário e consumido pela “nova” classe média
O outro construído nas vielas, nas favelas, nos semáforos entre prédios
Produto é criação que se compra
Criação agora é produto do capital
Entre um e outro um hiato, de sentidos e ideal
Os dois, processos e atos
Um deles de entrega onde se nega o tempo
O outro há tempo estabelecido de entrega
Um é quantidade, volume, mão de obra e mais-valia
O outro é qualidade e obra, de mãos e mentes sem pressa
Os dois, processos entre fatos
Um deles exercício, pensamento e construção
O outro é ofício, vicioso, artifício de opressão
Os dois processos e nem sempre acesso
Um é consumo, descarte e obsolescência programada
O outro uso, inspirado, inesperado e criação
Um determina classe, salário e vida
O outro não há se há determinação social de um projeto burguês de educação
Entre o produto e a criação não há fronteiras
Um é o outro a depender de quem compre
O outro é o um a depender que de quem cria
Um é produzido pelo proletário e consumido pela “nova” classe média
O outro construído nas vielas, nas favelas, nos semáforos entre prédios
Produto é criação que se compra
Criação agora é produto do capital
Entre um e outro um hiato, de sentidos e ideal
terça-feira, 18 de junho de 2013
Meu estado coletivo
Me disseram que uma andorinha não faz verão
e que meu pranto, portanto, se faz desnecessário
Mas o verão nem sempre traduziu meu ideário
Se é no canto que as vezes eu guardo o violão
Me disseram que toda a caminhada seria em vão
Se geralmente o cansaço chega antes do destino
Mas como cercear o sonho de um menino
ao ladear o caminhar impetuoso daquela multidão
Eu disse a Eles que meu "estado" não era "sozinho"
E que aquele povo já não mais era conformado
Trazia aprisionado o ressoar de um novo brado
Que não aquele velho retumbante e mesquinho
O povo veio em massa, com a revolta a abrir caminho
Cansado da falácia do diálogo com a classe dominante
E a democracia brasileira se renovou naquele instante
Em que nós vimos o verão de andorinhas que saíram de seus ninhos
Norhan Sumar
e que meu pranto, portanto, se faz desnecessário
Mas o verão nem sempre traduziu meu ideário
Se é no canto que as vezes eu guardo o violão
Me disseram que toda a caminhada seria em vão
Se geralmente o cansaço chega antes do destino
Mas como cercear o sonho de um menino
ao ladear o caminhar impetuoso daquela multidão
Eu disse a Eles que meu "estado" não era "sozinho"
E que aquele povo já não mais era conformado
Trazia aprisionado o ressoar de um novo brado
Que não aquele velho retumbante e mesquinho
O povo veio em massa, com a revolta a abrir caminho
Cansado da falácia do diálogo com a classe dominante
E a democracia brasileira se renovou naquele instante
Em que nós vimos o verão de andorinhas que saíram de seus ninhos
Norhan Sumar
segunda-feira, 4 de março de 2013
Há planta
Há planta que nasce
se você planta
Há planta que encanta
de tanta beleza
e nasce sozinha na natureza
morrendo no tempo sem que ele passe
Não planta, e colhe sem ter
aquilo que nasce sozinho
E então não se escolhe
deixando que o pólen
se junte ao trabalho
do plantador passarinho
se você planta
Há planta que encanta
de tanta beleza
e nasce sozinha na natureza
morrendo no tempo sem que ele passe
Não planta, e colhe sem ter
aquilo que nasce sozinho
E então não se escolhe
deixando que o pólen
se junte ao trabalho
do plantador passarinho
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
Tempos mais modernos
Em meio ao caos
disfarçado
Compra-se vida
sem saber
Todos se rendem
a viver
De alguma forma
controlados
O som da voz é
quase sempre amordaçado
E por não saber
a hora de sorrir,
já não se acorda
sem querer dormir
Pois tempo é lucro
no mundo do mercado
Tem quem
trabalha e não consome
Quem coma muito
bem
Porém também
quem tenha fome
E na injustiça
cresce o bicho homem
O sofrimento
permanece aquém
Comumente só se
muda o nome
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Um grande abraço!
...
"Amar é querer que tudo seja primavera
É sonhar mesmo estando acordado
Amar é estar só e não sentir-se sozinho
Também pudera. Também pudera"
...
...
Pela saudade que tortura o coração
Pela verdade que eu vejo em teu olhar
Pela dúvida que alimenta a paixão
Pela vontade que existe no amar
Nos seus carinhos, de prazeres aflorados
Na minha cama, tão vazia sem você
Sem seus sorrisos e olhares marejados
Sem nossas roupas, a vestir o chão gelado
Sem meu colo, pro teu corpo aquecer
...
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